segunda-feira, 18 de junho de 2012

A chuva.


Ensinando Versos.


Introdução: Certo dia, em meio aos meus “rascunhos” e anotações: encontrei anotadas e transcritas em “folha de papel pautado”, “esboço” presumível de que alguém tentara escrever alguma coisa em forma de versos. A caligrafia era da minha filha Yhasmin, e fiquei feliz, e muito feliz, e me pus a ler o conteúdo “rascunhado”. Eram nítidas as marcas da primeira “tentativa” e compreensíveis até. Daquele momento para diante, se já esperava que mais cedo ou mais tarde, eu não seria só... Sem me aperceber, havia “plantado” uma semente... E com o “calor da vida” eu tenho convicção; que um dia, esta “semente” germinará... Ficará adulta, e semeará no solo fértil de sua inteligência, outros frutos... E outras sementes... “Netas”! Minhas sementes! Filhas de minha filha... Assim espero, um dia.
O Rascunho: “Uma noite fria na madrugada/O calor do dia numa tarde ensolarada/O gosto da chuva com relâmpagos e trovões/ Dia primeiro de Abril o menino mente, e dia 25 ele quer ganhar presente/Cor da madeira comparada a cerâmica/A rachadura intensa na porcelana/ Saber a Bíblia dos pés a cabeça, é como ler um livro escrito por uma princesa/ Como fazer um acorde no violão/Como fazer batuque numa mesa de feijão/Como errar e rimar/Como rimar e errar/Tudo tem o seu tempo, pois ele vai ensinar as melhores coisas que devemos se aprofundar/ Foi como papai me ensinou/Rabisquei... Rabisquei/Até que um dia uma poesia criei/Não é por isso que devo me gabar/Por que ainda existe varias coisas que devo me inspirar/Não posso me lembrar do que pensei agora/Mais depois vou lembrar/Como lembro da letra da música de niná”.

Interpretando, ensinando e corrigindo... Talvez quando adulta possa ser que escreva assim: e o nome da poesia seria A Chuva. E compus... Só que a co-autoria:  é  dela, mesmo com quatorze aninhos de idade, mas que honra! Pra mim... Meu “beija flor” quer ser “ave sonora”, inda nem “criou asas”... Quer ser “Pitasilgo”, “Patativa”, e voar cantando... Sobre estes campos dando “salvas as Auroras”... Colorindo os “céus”... Brincando a chuva... E sobrevoando: “Campos”, “Gira sóis” e Miosótis... Em “plano”.

A chuva.

Noite fria... Era madrugada\ Ao calor do dia\ Nuvens carregadas\ No final da noite ameaçando o dia\ Chuva grossa e forte e fria, me espanta e... Vapt! Vipt! Relâmpagos!
Trovões “estralam” rumo céu afora\ “Estrondeado” o céu e terra tremem\E eu no quarto e presa a minha cama... Rezo\ Que ela “acabe” e leve logo o medo.


E esse menino mente e fala e diz\ Que não tem medo... Se\ A “madeira” racha e queda e tomba morta\ A “cerâmica” quebra e trinca e fica “troncha” \ E se os dedos não seguram a “porcelana”... E tremem\ Mesmo a chuva seja onde seja posta a chuva... Presente de Deus!




Cresci! Estes “respingos” trazem meus “rabiscos” /Com eles... Juntos! Todos! Vidas! Minhas rimas!/ Trazem lembranças do tempo de menina/ Trazem lembranças “vivas” de meu pai/ E a chuva cai mais forte... Nem faz medo/Presente de Deus! Aprendi cedo! E o menino e o medo... Esqueci.

Para minha filha: Yhasmin Bezerra Santiago de Barros.

Ademar Raimundo de Barros.
Comentários do Autor: (Solicito do Colégio Tiradentes da Policia Militar – RO, Autorização para futuramente anexar fotos, que lembrem: A fonte: “O Educandário “Pequena Priscila”: fotos do “Pelotão de Elite”, e de uma ou mais Sala de Aula: com aquiescência dos pais ou responsáveis).

Eu não gostaria que meus filhos, todos! Fossem médicos. Pois os dedos das mãos são diferentes. Como diferentes são as mãos... Não há nenhuma igual: e isto pode ser confirmado: no processo de Identificação de vivos e cadáveres (os alunos podem pesquisar o Trabalho de Vuchetich – V4444 é um Código Binário (ver inclusive “semelhantes”), ao princípio das “Notas Musicais” e dos avanços, das Comunicações (Morse), do Eletro-Eletrônico, Telefonia Celular e Internet).
Em Poesia denominada “Caminhos da Vida”, procurei expor na primeira “Estrofe”:
Por que os caminhos da vida... São/ Uns “bem longos”... “Outros”... Curtos ou estreitos/ Outros “largos” / Que se perdem a vista... De tão amplos - Uns/ Que se cruza em laços duradouros... Permanentes/ Outros... Meros desencontros!/ Divergentes como os dedos das mãos... E diferentes/ Seguem linhas e traçados... Quiromânticos.
... Mãos postas!Mãos pias! Mãos iconoclastas! Mãos cheias! Mãos vazias! Mãos sedentas! Mãos inescrupulosas! Mãos bentas! Mãos frias! Mãos expostas até... Pra serem acorrentadas.
Mãos que foram feitas para a Agricultura. Mãos que foram feitas para a Engenharia. Mãos Médicas! Mãos Polícias! Mãos Políticas! Mãos “viciadas”!  Que sustentam entre os dedos... “Parangas” e Coca
Diferentes das mãos que foram moldadas para a Orientação que: com o dedo indicador repetitivamente bate sobre a mesa, ou aponta na mesma “tecla” o caminho do bem: e nas mãos do Professor... No meu tempo, só a “lousa” e o “giz”.
Adoraria que meus filhos fossem... Qualquer coisa. Contanto que produtível. Contanto que esta seja a sua vontade. Pai! Eu quero ser cantor. Pai! Eu quero ser jogador de futebol. Pai! Eu quero ser ator. Pai! Eu quero ser professor (do tempo das Professoras Normalistas). Quais diferenças destas para Professores de Universidades! Que estes tenham a Mais! Ainda lembro com muito afeto, as Professoras: Maria Rosa e Diamantina... As minhas primeiras “namoradas”! (em bom sentido). As minhas primeiras Professoras! Deus lhes pague pelo que eu sou.
Concordo com o Militar que: nem queira, nem pense, nem sonhe... Que um filho seu seja: igualzinho a si. Ele sabe mais que eu, os riscos da sua profissão: como eu sei da minha. Mas uma coisa é certa... Se os filhos quiserem... Serão. Qualquer coisa que nossos filhos sejam... Já valeu a pena. Não podemos é lhes impor a ser: aquilo que queremos que sejam. Vamos “enloquecê-los”. E amanhã, quando não se sentirem bem: no que “estão” ou foram forçados “a ser”: poderemos nos responsabilizar (na dor oculta de “nossos Silêncios”) pelo Suicídio que mesmo programamos... O fracasso é nosso... Jamais remediado.
Daí! Deixar para Divulgação no Colégio Tiradentes, da PM/RO: para Pais e Mestres, e para o Mundo: em Versos espontâneos e íntimos: “O Meu Testamento” sem necessidade de Autenticação Cartorial.

Eu não queria que meu(s) filho(s) fosse (em)/ Odiado/ Procurado/ Perseguido... Morto ou vivo/ Por ser ele/ Criminoso/ Viciado/ Traficante/ Ou “tarado” / Ou Pedófilo/ Um (uns) bandido(s).
Eu não queria vê-los/ Numa cela/ Tipo “feras” indomáveis/ Desumanos/ E se morto/ O seu corpo... Nem velado/ E seu rosto ser coberto/ E por perto nem ser visto/ Uma lágrima que possa cair... De alguns “olhos” / Eu preciso morrer/ Sem ter... Este desgosto.
Nem queria que a minha filha fosse/ Pervertida/ Prostituta/ “Vagabunda” / Vigarista/ Ou! A caricaturista de Sodoma ou Gomorra.

Nem queria... Que tão pouco/ Fosse igual ou parecida/ Com o filho/Odiado! Procurado! Perseguido! Um perigo... Morto ou vivo/ Queria que fossem parecidos comigo/ Do meu jeito/ Sem meus vícios ou defeitos/ Não que eles fossem “Santos”.
 Mas honestos/ Não suspeitos/ Aceitáveis! Amigáveis! Confiáveis... E solíderes/ Aí! Eu poderia vê-los/ Mesmo eu morto/ Mas feliz da “vida”... Por meus filhos.


                                             Dr. Ademar Raimundo de Barros.



4 comentários:

  1. Inspiradora, serve cono um conselho aos pais que desejam a felicidade dos filhos.

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  2. QUEM DERÁ SE EU NÃO FOSSE UM INULTIO APAIXONADA

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  3. Minhas desculpas "aos cordiais" anônimos... "Pelo jogo" acho que conheço-os, mas nem Champollion poderia decifrar estas duas postagens: que por coincidência ocorreu em transcurso de "minutos": o que deixa supor tratar-se de uma mesma pessoa.
    É tão ambígua, e confusa, e irresponsível (aquilo que não responde), diferente de irresponsável (aquele que não executa), mas parecidíssima com: responsável (aquele que mesmo irresponsavelmente pode executar) seja por índole pessoal perversa: seja a mando de outrem... O inútil; "apaixonado" ou "apaixonada".
    O mais interessante foi a escolha de um Poema escrito "a distância", e que só agora, peço minhas desculpas a Professora Kátia por não lhe ter respondido. Interessante também, pois observei o número exíguo de visualizações: e para mim; a Poesia foi considerada: "vazia", "sem graça", "sem forças"... Diferente da opinião: Inspiradora e que sirva de conselho aos pais que desejam a felicidade dos filhos (Professora Kátia).
    As "vossas" opiniões ou comentários: postados em 2 de Fevereiro de 2013 às 12:34 e 12:35 horas: soam como um "deboche": como uma ameaça, como pressão psicológica talvez doentia, e incide subjetivamente, covardemente: apontando-me meus filhos: e o anonimato (neste caso) é a marca registrada da covardia... Própria da criminalidade obsessiva.
    Certo e ciente, e apto a acatar qualquer crítica, pois não estou comentando neste Poema nenhuma coisa anormal nem presumível: tão pouco estou "a dedurar" algum traficante: lhes tenho a coragem de lhes dizer: por "zum, zum, zum"... Conheço "alguns", mas a vida é deles: e não serei "o Babaca" para me incomodar com "as bocas de fumo" existentes, pois sobrevivo no meio delas, e aqui acolá: bebo "minha cachacinha" no meio deles; e daí!
    E tenho alguns amigos lá no "Urso Branco" que de lá saí por ser "bonzinho" que diga "o Carioca": que diga "o Monstro de Minas"... Hoje remanejados, mas têm outros. Uns em liberdade, já almoçaram comigo em minha casa, e daí! Se são traficantes ou usuários, isto não sei, nem quero saber, pois a "maquina de fazer traficantes" é muito grande... Conheço-a um pouco: como conheço alguns: que matam por "simples amizade".
    Só uma coisa chamo a atenção "meus dois anônimos": a Lei tem o dever de acatar o meu silêncio, como tenho que acatar os "seus anonimatos"... E se o Blogger, não lhes for simpático... Dispensem-no, pois estarão fazendo-me favor.
    Sem nenhum abraço, "Anônimos da Poesia e da Arte".

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