sexta-feira, 26 de junho de 2015

Psicanálises

Psicanálises




Você deseja construir uma Poesia
Pense!
Nada é impossível
Difícil é encontrar quem queira lê-las
E compreender a amplitude dos sentimentos
Quando as Poesias são vivas
São mudas, ou são transplantes
São pedacinhos da gente
E diferentes são suas formatações
Livres por assim dizer
Como formatos assim
Amontoados de sons
Fonemas à livre escolha
E para cada sílaba
Uma modulação concatenada como assim...
Meu pai pensava que nasceu de uma Nuvem
Depois do Sangue
Surgiram outras Nuvens
Nuvens de Sangue
Pode!
Que poderiam ser:
Advogados
Consultores
Construtores
Fazendeiros
Deputados
Senadores
Médicos
Professores
Tantas profissões
E inclusive a dele... Uma vez Barbeiro
Sempre Barbeiro
Independe das outras Nuvens
Mas sempre comentava de forma crítica
É! Parece-me que o Eulajose quer ser Poeta
Mas o tempo passou
E nada
E tudo suspenso em nada
Mas tudo surgiu dos sonhos
E meu pai voltava a repensar
Meu Filho surgiu das Nuvens
E das Nuvens vieram seus Poemas
E quanto tempo nas Nuvens cortei Cabelos
E nas Nuvens vivi
A recortar os Fâneros normais
Ouvindo o picotado da Tesoura
E o costumaz raspado das Navalhas
Que me valia tudo
E que não era nada
E que o Vento levava... Como Nuvens
Mas diferente de mim fez Ascendino
Grande amigo meu
Que não vivia nas Nuvens
Mas teve um Filho que nas Nuvens vivia
E que era seu sangue
E nas Nuvens pensou... Serei um Médico
A quem meu Filho
Que também vivia seu sonho ímpar
E que sabia que as Nuvens não são iguais
E que nem todas elas são volúveis
Presenteou seu Livro autografado
Com os seguintes dizeres...
Para o Dr. Ademar... Estes Poemas
História do Varadouro
Era... Maresia dos Poemas... Ou notas Poemáticas
Escritas por um Barbeiro...
Eulajose Dias de Araújo... 14/08/ 1979.

                          Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Comentários do Autor: Ah! Eulajose! Perdoa-me! Só hoje (depois de tantos Anos) é que eu vejo o valor do teu trabalho: e que posso me debruçar perante a Maresia dos teus Poemas, e compreender a amplitude constante no individualismo, e na abstração dos teus Versos. Grata é a satisfação de ver o parecer de meu ilustre Mestre, e Professor da Língua Portuguesa: do meu tempo de Colégio Estadual da Paraíba (antigo LICEU Paraibano) como corroborador da tua Obra Literária: o incontestável Wellington Aguiar: tão bem explícito no termo de abertura denominado... Vocação de Poeta. De tudo escrito no teu Livro: talvez poucos tenham te compreendido: mas é até compreensível... Quem nesta Terra tenha o conhecimento de adentrar no Campo Psi restrito da Psicanálise? Com todo o respeito: não me permito expor o que eu compreendo; mas já é o bastante o observado nas entrelinhas da tua Dedicatória... Mas o mais impressionante... A tua humildade; na exposição corajosa da tua própria intimidade.
Não é nada parecido com: Eu e Outras Poesias de Augusto dos Anjos; mas nada te rouba o mérito circunstanciado no existencial de teu próprio EU... Uma realidade que deveria ser mais divulgada nos preceitos, ou conceitos que vivem no silêncio da formação da dos Direitos e Deveres de Pais e Filhos... Ou por que não dizer... Da própria Família como Célula da Sociedade... Daí o título... Psicanálises.


                                               Dr. Ademar Raimundo de Barros.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Marcas

Marcas


Quantas marcas marcaram minha vida
Quantas ainda... Irão me Tatuar
Pois inda sobram-me Dermátomos
E quanto Tempo me sobre pra marcar...
Se a Vida é Vela
Ou se a Pele enruga
E perca a plasticidade, e a higidez
Ou não me sobre nada
E não me sobrem... Sobras
Que sirvam para contemporizar a Flacidez
E se for longa a Vida
Quantas Marcas!
Tantas Tatuagens!
O que não é tão comum
Mas não previ que fosse assim a minha agenda
Pois se somaram tantas... Marcas; Rugas; Mágoas
Estrias, e Cicatrizes que magoam
E que maculam o ser
E a Tatuagem é fixa
Diferente das máscaras que eu usei de improviso
Foram precisas
E a Fisionomia se transforma
E ao mesmo tempo engana
E da mesma forma... Ilude
Elas dizem por dizer... Liberas
Elas falam por falar... É sua vez! Disfarças!
As Tatuagens não!
Quantas marcas que preciso me lembrar
Quantas mágoas deixarei com minhas marcas
Da loucura não!
Vivo o existencialismo
E bem longe destas concepções... Surrealistas
E da aceitação do Ilusório
Distante destas suposições Idealistas
Pois abomino estas noções do Imaginário
Que vive na Ficção
E mana do Iluminismo exacerbado
E minhas marcas não são invisíveis
E somente algumas
Fincaram-se nos recôncavos absconsos da minha Alma
Eu só não queria era levar no meu Esquife
Mágoas de meu rascunho
Marcas de Poesias Vivas
Expostas nos Anônimos da Poesia e da Arte,
E Desastrolados do Desconhecido


                                           Dr. Ademar Raimundo de Barros.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Transparências

Transparências




E como sempre Azul!
Azul da Cor do Mar
E HTTP! E HTTP! E Oba!
Visualizou!
Anônimos da poesia. Blogspot. c... Uma Ova!
Esta página não está disponível... Grande farsa
A Internet está indisponível... Baita Sacanagem!
Logo após vocês confirmam... Em subentendido
Tem acesso sim!
Acho! Houve um erro
E seguem no âmbito destas “Maruagens”
Das quais vocês
São como sempre cúmplices, ou autores
E cultores da “desinformação”
Incitadores da discórdia
Idólatras da subversão de qualquer ordem
E Sicários de uma falsa Liberdade
Sempre a procura de uma motivação
Para a exclusão da verdade
Para que sempre
Este povo Rude
Viva subserviente
E enquanto o Dólar subir
Que alimentará o fim deste Brasil, e as desgraças do Mundo
YAHOO!
Isto pouco interessa-me
Isto não é comigo
Isto não me diz interesse
E em nada eu poderia interferir, se vossas consciência clamam
São seu interesses; não os meus
E sei que há Nações que compartilham
Mais fazer o quê?
Se cada uma zela pela sua própria sobrevivência
E nós não!
Só Corrupção... Mais nada
Então! Não vem com essa
De manipulação estatística de minha parte
Leiam se quiserem ler
As imbecilidade estão à vistas
De qualquer um
Mas se queiram persistir em me fazer de vítima
E admitirem que o vilão sou eu
Persistam
O que vos custa excluir-me
Excluam-me!
Por desaforo ao Fórum
Mas deixem o Dólar subir
Dez vezes mais é pouco
Subam!
Subam mais!
E se quiserem cheguem até Cem
Ou patamar maior
Vamos! Desequilibrem a gana
Destruam o sonho de Neruda
Rasguem os Estatutos dos Homens
Anulem este Prêmio Nóbel da Paz “incoerente”
Os Céus nem sentirão a ausência
De uma Estrela a menos, ou a mais
Mas quando este Céu cair
E nas Noites nos Céus
Não hajam mais Estrelas
E nos Dias não termos; mais... O Sol
Quero ver
Qual a Moeda que mais mande
Qual será mais forte que as outras
Que brilhe mais
E que a este comércio satisfaça
Se seja assim que dite-se
Nos ditames de vossas consciências
Mas quando tudo ruir
E os ‘Catravés’ rolarem água a baixo
Não me venham buscar explicações
Pois não entendo absolutamente nada! Nada!
Nada relativo a PIB
Ou Deflação
De Inflação... Quem dera!
Pois nunca vivi
Nem vivo no mercado ativo das especulações
Nem tenho como obsessão... Dinheiro
Nem tenho como objetivo... O Poder
Nem quero ser Herói
E morrer Verde, e Amarelo,
Como se estivesse em Encefalopatia
E subsequentemente...Coma Hepático
Por obstrução, ou por infecção, ou por septicemia
Onde... A Bilirrubinemia é a tormenta
E os riscos de Coagulação Intravascular Disseminada
São devastadores
Impossível é não morrer Cianótico... Azul da Cor do Céu
E absurdo seria não colocar no Caixão
As Flores Brancas que adornam defuntos
E de um modo geral
Fazê-los
Sonhar com com as Estrelas... E nunca
Sonhar com a Bandeira em condecoração... Jamais!
Isto são regalias de Heróis
Das Massas não
Das Massas... Só Caixão e Velas Brancas
Falar em Velas Pretas... É demais
Mais às vezes... Falam
Quando nem é preciso
Estão sob controle dos Poderes Paralelos
E das Eminências Pardas
E dos... Sobre Avisos
E daqueles que transformaram-se em Laranjas
Ou Mangas Largas do Tráfico
Ou daqueles que viraram Pássaros
E se refugiaram na Suíça
Fugindo da Lava a Jato
E levaram tudo
Levaram as Velas do contraditório
Rasgaram as provas do crime
E adquiriram outra Nacionalidade
Como tudo é fácil Deus!
Nestes Paraísos
Brasil!
Talvez um dia eu volte
Em Verde, e Amarelo
Azul , e Branco
Depois que as Cinzas sumirem
Pois no sumiço deixei um recado
- Amanhã eu volto... Certo!
Amplo! Salvo!Rico e Liberto!
Mas nada de Mandato
- Quando o mais importante é participar... Dos Rolos
Do seleto ciclo dos Sabinos
E impávido dizer:
Brasil! Como te Amo!

                 Dr. Ademar Raimundo de Barros.


Comentários do Autor: Nem olhem para mim... Nem olhem para o Brasil... E nem olhem para a Grécia... Tem muita coisa bem pior ainda... Para vocês refletirem... E que vai acontecer... Mas não será de mim que vão ouvir, o quê será... Nem será daqui do meu Visor... Que insistentemente olha para mim; pois censura não tem tamanho... E pobre de Galileu que pensou... E sonhou que a Terra era redonda... E que girava em redor do Sol... Sem mais... Dr. Ademar Raimundo de Barros.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Poesia do Dia

Poesia do Dia

Taí!
Gostei desta palavra... Pedaladas
Mas juro! Que as “Fiscais”; não conhecia
E se é que as Pedaladas viram Moda
Arredunda!
Depois destas Pedaladas... Pé na Bunda!
Vai ter Olé!
Na Onda
Vai ter Olê!
Na Ôla
Ou senão
Vamos ouvir do Juiz
O apito final
Sem que ninguém queira chutar qual Bola
Alguém chutou na Trave
Muitos chutaram fora
Enquanto o Relógio marca
Um Século de Ciclovias!
E ninguém tentou marcar um gool de Bicicleta
Em Triciclos de Ferrovias
Também tomara!
Pois ao final das contas
O tempo passa
Aliás!
As vistas grossas mandam
E gostam dessa dancinha mansa
Dos Camundongos
Da Valsa lenta dos Dinossauros
Para a surpresa dos Serelepes
Os ingênuos de sempre
Que não conseguem seguir
A esperteza de Tico, e Teco
Nem a velocidade do Papa Léguas... Bip! Bip!
Cronometricamente impecável
E Pé na Bunda é falta grave
É agressão
E pode dar até Cartão vermelho
Segundo as “Escrituras”
E prestem atenção
Quem leva o Amarelo
É o Velhinho aqui
No meio da multidão
Tentando o equilíbrio num Monociclo,
E só!
Coisa de Palhaço!
E com a Cara pintada para quê?
Quando mal consegue dar uma...
Kk!Kk!Kk!Kk!Kk!Kk!Kk!
Pedalada
Canelada
Cacetada
Panelada
Canetada
Cadeirada
Muletada
Eu disse alguma coisa?
Disse nada!

                                   Dr. Ademar Raimundo de Barros