quinta-feira, 9 de julho de 2015

Tocando em frente

Tocando em frente



E parafraseando tudo e até; o imaginável que me vem “a vista”, o Imagine de John Lennon, a Reinvenção da Vida; de Chico Anísio, Os Estatutos da Humanidade de, Neruda; a Redesignação dos resignados, a Convicção dos convictos; a Procissão dos aflitos, a Remissão dos Pecados, a Extrema Unção dos Concisos, a Contemplação dos Mortos, a Cremação dos Cadáveres, do Lúdico; o seu Ludismo, e dos Poetas: o Lirismo... Mas, no Bucolismo (meu irmão; palavras suas) da singeleza dos parcos neurônios que me restam, adormecidos pela degenerescência própria da idade; senti-me órfão de vez, dos assédios, e dos apelos instintivos das bacantes das quais sou vítima, ou que fui; mas inda me resta em algum lugar dos meus Hemisférios Cerebrais; alguma coisa a mais, a ser vivida.
E hoje me sinto mais forte, e bem mais feliz, quem sabe, só levo a certeza de que muito pouco sei se sei; ou que nada sei demais, pois sei que nada sei.
Pois é preciso forças pra sobreviver, é preciso forças pra saber levar, é preciso forças pra poder falar, é preciso forças para resistir, é preciso forças para insistir, e mais forças ainda pra poder pedir; pois não temos mais forças... Pra solicitar:

A mera Ilusão dos desiludidos
Pasmos! Na observação da razão
Na contemplação dos vencedores ou vencidos
Ao ver a Locupletação dos Locupletados
O êxtase dos Extasiados
Como a paixão... De quem apaixonado
Vê estas luzes de manhãs
Sem vê às traves do amanhã
Sem importância dá
Ao particípio que ficou passado
E ver
Por uma questão de milésimos de segundos
A resignação destes gerúndios
Que vão passando
Esquecidos dos modos e pretéritos
Das conotações dos adjetivos
E perderem-se no Tempo
Absorto de tudo, nestas mágoas.
Enrustidas na ausência de afetos
E na inconstância do que seja real
Ou do quê seja o não... Verdadeiro
Do que não seja só
Por instinto
Próprio do amor... Trivial! Desambiguo!
Pensar em ser feliz
E tolerar o próprio sofrimento
Rir da infelicidade
E viver a verdade a todo instante

E pedir:
Que meus visualizadores abstenham-se em visualizarem os seguintes Poemas: Aos Médicos; Vaidades; E a Chuva Voltou; Transparência e Intransparência; Anamnese; As outras Ondas; Aos Estados Unidos das Américas; A Prece; Línguas Estranhas; A Meu Sogro Paulo Bezerra, e tantas outras que possam aferir, ou melindrar às “singularidades” ímpares e intocáveis; de alguns Poderes, Religiões e Países na Supremacia de suas Ideologias e Interesses; posto que não lhes convenha à verdade.








E por que vos solicito isto?
Passou-se o Tempo e as minhas ideias continuam claras. Como de priscas; eras; mas ainda me lembro... E hoje, com a minha tez já sem a plasticidade de “ontem”, e há muito tempo perdida; idem associado a meus cabelos já “prateados” em função da idade e da vida: onde posso incluir o Tempo; a Lida; as Doenças. Mas a fisiologia singular dos meus parcos Neurônios que ainda me prestam, não foram esquecidas, nem afetadas pela degenerescência natural prognosticada; e certo que possa (por instantes) sentir-se “órfão” dos assédios e dos apelos desmensurados de tantas bacantes, das quais fui vítima ativa... Mas continuo com a lucidez bem viva; e consciente do meu “Star” sob essas “sombras de um enigma”; que circunstancialmente me acompanha, com uma constância doentia, e que me rodeia como se fosse uma censura refinada.
Eu! Que conheço as manhas e as manhãs; o sabor “das massas” e do amanhã; por que vivi demais; e posso compreender como marchar nesta Estrada, para poder sorrir, por que já chorei demais; pensando na Paz para poder sorrindo recitar...
Na Antologia Poética do Epithalamum
Em Concretismo franco
Ele, e Ela
Eles, e Elas, e tantas
Serpentes! Em Homuns e Ervas
Sapiens! Sapiens! Sapiens
Todos ao mesmo tempo
E ao mesmo tempo... Tudo
Óptica, ou Ilusão
Mentiras flutuantes, e verdades
E no meio de tudo
Não há nada
E no meio do nada
Um hiato
Um vazio de coisas
E nenhuma coisa no meio de tudo
Ou no meio do nada
Só eu!
Eu sou!
Ué! Sou? Sou? Sou?
Ou nós!
Somos, usamos, e abusamos
Eu só! Não!
Nós! Nós! Nós! Oh! Eu
Os Discípulos do Pensamento Único e Coletivo
Que nos faz
Encontrar no infinito
Dos meus olhos.. Os teus
A forma
Que disforma
Que transforma
E reforma
E se compraz
Sem conformar ninguém
Da nossa forma
E sós... 
Seguimos a vida

                                      Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Comentário do Autor: A minha excessiva preocupação consoante detalhes demonstrativos de Estatística, aonde a saturação fala em desfavor: por provável critério de visualizações repetitivas; o que se possa supor... Manipulação Estatística de Dados: que independe de mim, e que jamais poderei ter o controle destes números, nem forma de agir de: afins e “não afins”, nada mais.
Eis apenas uma das razões, pelas quais veio originar os, Desastrolados do Desconhecido; e a Firefox não me sequestrou; apenas ficou esta impressão de Síndrome de Estocolmo, sem sequestro; eu precisava in-saturar o saturado: para poder em outras "Equações Químicas", ou "Reações Físicas"; sentir-me útil por subsistir, sendo livre...
Mesmo que possam me chamar de...
Colesterol Bom, ou Ruim
Trinitro-Tolueno sem Pavio
Glicerol, ou Glicerina líquida
Ácido Linoleico... Ou Linolina
Cresol
Ácido Sulfúrico, ou Sulfídrico
Menta
Mentol
Ou... Creolina


Feliz ano Novo para todos!

                                              Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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